Guia do Financiamento Imobiliário

Comprar um imóvel financiado é um grande passo na vida de qualquer pessoa, mas é comum surgir muitas dúvidas ao longo desse processo. Para evitar prejuízos financeiros e garantir uma compra segura, é fundamental entender como funcionam os financiamentos imobiliários, especialmente os oferecidos pela Caixa Econômica Federal.

Neste guia, explicamos de forma clara e objetiva os principais pontos que você precisa saber antes de tomar essa importante decisão, como especialistas na área iremos responder as principais perguntas rotineiras ao qual nos deparamos diariamente.

Você sabe quais as etapas ao comprar um imóvel financiado?

Passo 1 – Escolha o imóvel e faça a simulação


O primeiro passo é escolher o imóvel desejado e preencher seus dados no simulador disponível.


Com essas informações, você poderá visualizar:

 - O valor aproximado da entrada;
 - O valor estimado das parcelas mensais;
 - O prazo total do financiamento;
 - E as principais condições oferecidas para aquisição do imóvel.

A simulação é rápida, gratuita e ajuda você a planejar sua compra com mais segurança e previsibilidade.

Passo 2 – Análise de Crédito


Após conhecer as condições de financiamento, o próximo passo é apresentar sua documentação para atualização cadastral na agência ou correspondente bancário.

Será necessário entregar os seguintes documentos:

Documentação Necessária

 - Documento de Identificação: RG, CPF, CNH ou Documento funcional
 - Comprovante de Residência: Emitido nos últimos 60 dias
 - Comprovante de Renda: Emitido nos últimos 60 dias
 - Certidão de Estado Civil: Conforme o caso (solteiro, casado, divorciado, viúvo)


Com os documentos em mãos, será realizada a análise de crédito para verificar a sua capacidade de financiamento.


Passo 3 - Análise de engenharia


Nesta fase, a Caixa Econômica Federal envia um engenheiro credenciado até o imóvel para realizar a vistoria técnica. Essa vistoria tem como objetivo avaliar:

 - O valor de venda do imóvel;
 - As condições estruturais e de uso da propriedade.

Para que o engenheiro realize a visita, o comprador deverá pagar antecipadamente o valor de R$ 750,00 referente à taxa de vistoria. O agendamento da vistoria só será feito após a confirmação do pagamento.

A análise de engenharia é fundamental para garantir que o valor do financiamento esteja de acordo com as condições reais do imóvel.

Passo 4 – Assinatura do Contrato de Financiamento


Após a avaliação realizada pela engenharia, o contrato de financiamento deve ser assinado na agência.

Passo 5 - Registro do Contrato e Pagamento de Tributos


Após a assinatura do contrato de financiamento na agência bancária, é obrigatória a realização do registro do contrato no Cartório de Registro de Imóveis. Somente após esse registro é que o crédito será liberado ao vendedor.

Todos os custos dessa etapa são de responsabilidade do comprador, incluindo:

 - ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis): tributo municipal obrigatório nas transações de compra e venda de imóveis. A alíquota pode chegar a até 3% do valor do imóvel, podendo haver desconto em caso de aquisição do primeiro imóvel.

 - Registro em cartório: após o pagamento do ITBI, o comprador deve dar entrada no registro do contrato no cartório competente. As despesas com emolumentos podem variar entre 3% e 5% do valor do imóvel, também podendo haver descontos se tratar-se do primeiro imóvel.

Esses procedimentos são essenciais para a transferência da titularidade do imóvel ao comprador.

Passo 6 – Gestão do Financiamento


Se você recebeu um dinheiro extra e deseja amortizar o saldo devedor, ou se está enfrentando dificuldades e precisa de uma pausa no pagamento das prestações, saiba que esses e outros ajustes podem ser realizados pelo Internet Banking Caixa, pelo site ou diretamente na sua agência.

Perguntas frequentes

Quais as Modalidades de Financiamento Imobiliário?

Os financiamentos imobiliários são divididos em duas grandes categorias: o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Conhecer a diferença entre esses sistemas é fundamental para escolher a melhor opção para sua necessidade.

O que é e como funciona o Sistema Financeiro de Habitação (SFH)?

O SFH foi criado em 1964 com o objetivo de facilitar o acesso à moradia no Brasil. Esse sistema possui regras estipuladas pelo governo e permite que as pessoas adquiram imóveis residenciais com condições facilitadas. Algumas regras do SFH incluem:

    • O imóvel financiado deve ter valor máximo de R$ 1,5 milhão;
    • O financiamento pode cobrir até 80% do valor do imóvel;
    • As taxas de juros são controladas pelo governo, sendo geralmente mais baixas do que no mercado comum;
     • O imóvel deve ser utilizado exclusivamente para fins residenciais.

A Caixa Econômica Federal é a principal instituição financeira que opera dentro do SFH, oferecendo diversas opções de crédito habitacional.

O que é e como funciona o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)?

Já o SFI atende quem deseja adquirir imóveis com valores superiores a R$ 1,5 milhão ou que não se enquadram nas regras do SFH. Esse sistema possui maior flexibilidade, tanto nos critérios de concessão do crédito quanto nas taxas de juros, sendo amplamente utilizado por investidores e compradores de imóveis de alto padrão.

Quais os Programas de Financiamento pelo SFH?

Dentro do SFH, existem diferentes modalidades de crédito. As mais conhecidas são:

1. Programa Minha Casa Minha Vida
Este programa do governo federal foi criado para facilitar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda. Para se enquadrar no Minha Casa Minha Vida, é necessário atender aos seguintes critérios:

   • Não ser proprietário, detentor ou usufrutuário de outro imóvel residencial em qualquer localidade do país;
   • Não possuir outro financiamento ativo ou inativo;
   • Ter renda familiar de até R$ 12.000,00;
   • O valor do imóvel deve ser de até R$ 500.000,00, dependendo da faixa de renda e da localidade.

Essa modalidade de financiamento conta com subsídios governamentais, o que reduz o valor da entrada e das parcelas mensais.

2. Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)

Essa linha de crédito utiliza recursos da poupança para financiar imóveis residenciais. As condições de financiamento variam de acordo com o banco e o perfil do comprador, mas geralmente permitem:

   • Financiamento de até 70% do valor do imóvel;
   • Prazos de pagamento de até 35 anos;
   • Taxas de juros um pouco mais elevadas do que no Minha Casa Minha Vida, porém, competitivas.

Essa é uma boa alternativa para quem não se enquadra nos critérios do Minha Casa Minha Vida e deseja financiar um imóvel dentro do SFH.

Quais as Dicas Essenciais Antes de Financiar um Imóvel?

1. Verifique sua capacidade financeira: Antes de contratar um financiamento, é fundamental calcular se as parcelas caberão no orçamento familiar. Em geral, os bancos permitem um comprometimento de até 30% da renda bruta com a parcela do financiamento.

2. Consulte seu FGTS: O saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado para dar entrada ou amortizar a dívida do financiamento imobiliário.

3. Simule o financiamento: No site da Caixa, é possível simular diferentes condições de financiamento e escolher a melhor opção para o seu perfil.

4. Fique atento à documentação: Para aprovação do financiamento, será necessário apresentar documentos como RG, CPF, comprovante de renda, extrato do FGTS e declaração de imposto de renda.

5. Avalie os custos adicionais: Além das parcelas do financiamento, o comprador deve considerar despesas como ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), escritura, registro do imóvel e taxas bancárias.

O financiamento imobiliário é uma excelente alternativa para quem deseja adquirir um imóvel, mas exige planejamento e conhecimento sobre as modalidades disponíveis. A Caixa Econômica Federal oferece diferentes opções, cada uma adequada a um perfil específico de comprador. Ao entender as regras do SFH e SFI, além das modalidades como o Minha Casa Minha Vida e o SBPE, você poderá tomar uma decisão mais segura e vantajosa. Se ainda restarem dúvidas, consulte um especialista em financiamento habitacional ou um correspondente da Caixa para obter mais informações personalizadas.

Quais as Vantagens de Comprar um Imóvel na Planta?

1. Preço mais baixo – Os imóveis na planta costumam ser mais baratos do que os imóveis prontos, pois a valorização ocorre conforme a construção avança.

2. Valorização do imóvel – Com o passar do tempo, o imóvel tende a se valorizar, o que pode gerar um excelente retorno financeiro em caso de revenda.

3. Facilidade de pagamento – As construtoras oferecem condições de pagamento flexíveis, com parcelamento da entrada e possibilidade de negociação direta.

4. Personalização – Dependendo da construtora, o comprador pode escolher acabamentos, revestimentos e até modificar a planta dentro das normas da obra.

5. Menor custo de manutenção – Como o imóvel é novo, há menos necessidade de reparos e manutenções nos primeiros anos.

6. Garantia da construtora – A legislação garante que problemas estruturais e vícios ocultos sejam cobertos pela construtora por um período determinado.

7. Uso de FGTS – Dependendo das regras do financiamento, é possível utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para abater o saldo devedor.

Quais os Custos ao Comprar um Imóvel Financiado na Planta?

Ao financiar um imóvel na planta, além do valor do imóvel, é importante considerar outros custos, tais como:

1. Entrada e Parcelas da Obra – Geralmente, a construtora exige um valor de entrada, e as parcelas durante a construção podem ser pagas diretamente a ela.

2. Correção pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil) – Durante a fase de obras, o saldo devedor sofre reajustes mensais pelo INCC, que acompanha a inflação do setor de construção.

3. Taxa de Evolução de Obra – Se o financiamento for feito com a Caixa Econômica Federal, durante a construção, há o pagamento de juros sobre o valor já liberado à construtora.

4. Registro do Imóvel e ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) – No momento da entrega das chaves, o comprador deve pagar o ITBI (geralmente 2% do valor do imóvel) e os custos com cartório.

5. Seguro Habitacional – O financiamento imobiliário exige a contratação de seguro contra morte, invalidez e danos ao imóvel.

6. Taxa de Juros do Financiamento – Após a conclusão da obra, inicia-se o pagamento do financiamento bancário, com acréscimo de juros conforme o contrato.

7. Taxa de Administração e Custos Bancários – Algumas instituições financeiras cobram taxas para processamento do financiamento.

Comprar um imóvel na planta pode ser uma excelente opção para quem deseja pagar menos e obter valorização futura, mas é essencial planejar-se para todos os custos envolvidos

Quais os Documentos Pessoais Necessários para Financiamento pela Caixa?

Ao solicitar um financiamento imobiliário, a Caixa exige um conjunto de documentos do comprador (e cônjuge, se houver).

   ✅ Documento de identificação (RG, CNH ou Carteira funcional);
   ✅ CPF;
   ✅ Certidão de nascimento ou casamento (se casado);
   ✅ Comprovante de residência atualizado;
   ✅ Comprovante de estado civil (se separado ou divorciado, apresentar certidão de casamento com averbação);
   ✅ Certidão de nascimento dos dependentes (se houver);
   ✅ Carteira de Trabalho (para trabalhadores CLT);
   ✅ Declaração de Imposto de Renda (se aplicável);
   ✅ Comprovantes de renda (conforme explicados acima).

Quais os documentos que consigo comprovar renda?

A Caixa Econômica Federal exige diferentes documentos para comprovação de renda, dependendo do perfil do comprador (assalariado, autônomo ou empresário).

1. Para Trabalhadores Assalariados (CLT)
   • Contra-cheques (1 mês);
   • Carteira de Trabalho (cópia das páginas de identificação e do contrato de trabalho atual);
   • Declaração de Imposto de Renda (IRPF) com recibo de entrega, caso aplicável;
   • Extrato bancário (últimos 3 meses, caso solicitado). 

2. Para Trabalhadores Autônomos e Profissionais Liberais
   • Declaração do Imposto de Renda (IRPF) com recibo de entrega;
   • Extratos bancários (últimos 6 meses);
   • Contrato de prestação de serviços, caso aplicável.

3. Para Empresários e Sócios de Empresa
   • Contrato Social e últimas alterações;
   • Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ);
   • Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF);
   • Extratos bancários da empresa e do titular (últimos 6 meses);
   • Pró-labore assinado por um contador. 

4. Para Aposentados e Pensionistas
   • Extrato do INSS (Dataprev) do último mês de recebimento;
   • Declaração de Imposto de Renda (se aplicável);
   • Extrato bancário com depósitos do benefício.